Facilitador e Instrutor. Palestrante, se preciso for…

Posts marcados ‘qualitymark’

Promoção Qualitymark

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Entrevista com Sandra Maia, autora

Amigos leitores do blog “Da Mesa do C.L.O.”, hoje teremos uma entrevista com Sandra Maia, formada em Comunicação, Pós-Graduada em Administração de Marketing, Escritora e Colunista,  autora do livro “O Negócio da Comunicação, do Começo à Ação” publicado pela Ed Qualitymark. Boa leitura.

1-          Sandra, logo no início do livro, você escreve que percepção é igual a verdade. Podemos entender então que percepções variadas geram verdades variadas?

Esse é um tema complexo. Está ligado ao comportamento. Então, sim, de acordo com a percepção, que é de cada um com base na sua referência e história de vida, somados ao que lhe chega pela comunicação, a verdade será só sua. Há um autor que tem uma frase ótima, Mark W. Baker escreve “… apesar de a verdade ser absoluta, nós a percebemos de forma relativa…” Por isso, gosto sempre de afirmar que o conteúdo é sempre de quem lê ou vê. Na comunicação empresarial acontece o mesmo. É preciso por isso ser claro, objetivo e direto todo o tempo. Não deixar espaço para o outro – nesse caso, o cliente – fantasiar. A marca, afinal, está na cabeça do consumidor. Ele a constrói da forma como a entende ou percebe.

2-          “Respirar brand equity” é uma expressão forte. As empresas brasileiras “respiram” o cuidado com a marca?

Muitas organizações já despertaram para essa questão. Temos exemplos recentes, como Gol, TAM, Blue Tree Hotels e uma série de outras organizações que, sim, vivem e trabalham para construir marcas fortes e perenes.

3-          Para desenvolver o projeto do Blue Tree Hotels, você mergulhou nos processos e procedimentos da rede. Qual é a importância de uma operação bem azeitada para a experiência positiva com a marca?

Essencial! Não há como trabalhar a comunicação sem levar junto toda a operação. A marca se constrói em todos os pontos de contato com o cliente. Então, sim, são também responsáveis pela marca o porteiro, o recepcionista, o gerente geral, enfim, todos. Absolutamente, todos em uma organização impactam na imagem e reputação. Nesse sentido, se o conceito global está claro para todos, isso se torna possível. Se não, bem, cada um constrói a marca que quer. No caso específico do Blue Tree, tudo era muito bem orquestrado e o conceito da marca, reconhecido por todos os seus colaboradores.

É claro que nesse contexto entra o papel fundamental de parceiros e fornecedores que precisam também estar imbuídos do conceito que se quer traduzir.

4-          Você cita a Coca-Cola como uma empresa que mantém uma imagem coesa por meio de uma cultura forte. Para você, qual é o elemento fundamental para fortalecer a cultura corporativa?

A comunicação e o relacionamento intrapessoal, ou seja, a equipe, devem ser o ponto central. Qualquer marca ou organização é feita de pessoas. Por isso, tudo deve estar definido claramente – visão, missão, objetivos, pontos fortes e fracos, oportunidades etc. Lembro-me de um executivo que, quando começava a falar da visão de negócio, do sonho, de como seria a organização nos próximos anos, qualquer um da equipe poderia ver o futuro praticamente no ar. Ele possuía esse dom, levava a todos a sonhar com ele um sonho. Comum. Por isso, para mim, comunicação e relacionamento ainda são os pontos-chave da construção de marcas fortes. Depois vem tudo o mais. O conceito, a marca, a logomarca, seus programas, projetos, etc.

5-          A cada dia surgem novas tendências, novos hábitos, novas tribos, numa velocidade cada vez maior. O trabalho de definir públicos-alvo está mais árduo?

Volto a afirmar: “O mais difícil é definir o conceito do negócio. Isso vem primeiro. Por exemplo, vamos construir um restaurante. O conceito será arquitetura contemporânea, ambiente minimalista e cozinha mediterrânea. Acolhimento caloroso e descontraído. Funcionários sempre sorridentes e antenados. O restaurante deve manter sistemas de wi-fi e espaço para bate-papos separado dode serviço, de almoço e de jantar etc. Bom, deu vontade de ir? Pois é, o target fica fácil de ser escolhido quando definimos o conceito. Se o tema é apresentado de forma simples, o cliente certo aparece, a comunicação flui e às vezes nos surpreendemos. Lembro-me de uma vez que, quando lançamos um hotel de categoria econômica com a expectativa de um público x e recebemos um público y, tivemos de rever o tom da comunicação.

6-          Saber olhar-se no espelho com coerência ajuda a manter a marca bem posicionada, certo? Por que boa parte das empresas não consegue realizar essa tarefa a contento?

Olhar no espelho dói. Acontece o mesmo conosco. Por vezes, é complexo mudar o que precisa ser mudado. As transformações vão no âmago, na essência, e, como diz o ditado popular, “crescer dói!”. Pois é, nem sempre as organizações têm a velocidade necessária para a mudança. Então mudam uma coisinha aqui, outra ali… E, então, quando se dão conta, ficaram antiquadras… A mudança então, além de custar muito mais, nem sempre será possível. Há muitas organizações que já aprenderam isso e dão um show no mercado se renovando sistematicamente sem perder a essência. A Nestlé é uma delas.

7-          Você afirma que a escolha dos canais dependerá sempre do perfil do produto, do perfil da marca, do perfil da organização e do segmento de público que se quer atingir. A escolha dos canais tem sido geralmente bem planejada ou imperam as novidades do momento?

Sim. Os canais existem e têm sido os grandes responsáveis pela construção e manutenção de marcas fortes. Ontem mesmo estava conversando sobre isso. Como anunciar um produto que pretende conquistar um posicionamento AA em um outdoor em beira de estrada sem iluminação? É mais ou menos por aí que gira a escolha dos canais adequados. Seja para marketing, seja para comunicação. Ambos constroem marca.

1-          Qual o projeto que você considera inesquecível?

São tantos os projetos que coordenei no decorrer desses anos que é difícil dizer qual o mais querido. São todos inesquecíveis. Todos e cada um com seu grau de dificuldade e conquista. Amo o que faço, e então o projeto inesquecível é o que estou trabalhando neste momento.

2-          Você arriscaria um prognóstico da comunicação corporativa para os próximos anos? Para onde iremos?

Os prognósticos a meu ver são positivos. Precisamos é conscientizar um número cada vez maior de pessoas sobre a importância da comunicação e quanto ela impacta no negócio. Se isso ficar esclarecido, todos ganham em qualidade: os profissionais que estão aí para fazer seu papel e as organizações que rapidamente encontraram seu espaço num mercado veloz e competitivo. A mídia digital está aí para nos mostrar que construir imagem é mais fácil do que mantê-la!

3-          Palavras finais para os leitores do blog “Da Mesa do C.L.O”?

Antes de iniciar qualquer projeto, verifique se o faz com o coração, se tem paixão por aquilo que está fazendo. Daí, comece a conectar todos os pontos. Puxe da memória cases que viu, assistiu e participou. Veja o que mais se adéqua, o que transforma, constrói e posiciona. Depois, siga em frente. Você tem tudo para ser um vencedor! Vale sempre ressaltar, ninguém consegue trabalhar sozinho. A base de relacionamento é ainda a única forma de transformação do ser humano e também de organizações. Nesse sentido, a interação com seus pares e líderes e, as boas relações com parceiros faz toda a diferença. É importante praticar isso todo o tempo. O relacionamento é ainda a chave da comunicação.

Nação Inovadora

Desde o fim da Primeira Guerra Mundial as empresas norte-americanas estão sempre um passo à frente das demais no mundo dos grandes negócios. Os exemplos são vastos e vão desde a invenção da lâmpada, por Thomas Edison, passando pela famosa linha de montagem do “Ford T” e indo até aos modernos softwares idealizados por Bill Gates e cia. Este sucesso de mais de um século pode ser resumido em apenas três palavras: capacidade de inovar!

Com o passar dos anos, no entanto, inventar deixou de ser um privilégio americano e diversos países ao redor do globo como Japão, Alemanha e Finlândia, entre outros, expandiram suas capacidades criativas e tecnológicas. Hoje eles já fazem frente aos Estados Unidos (EUA) em muitos aspectos e é exatamente deste ponto que parte Nação inovadora, o novo livro de John Kao. Ao mostrar como diversas corporações no mundo inteiro aprenderam as lições de criatividade para saltar à frente das suas concorrentes, o autor faz uma análise do atual cenário mundial para explicar porque os EUA estão perdendo seu poder de “Inovação”. Em tempos de crise, ele aponta os principais caminhos para se reencontrar “o novo” e não desaparecer na “bruma da estagnação”.

Nação inovadora é um livro de fácil leitura e de vital importância para todos aqueles que, executivos ou não, estão preocupados com os desafios enfrentados pelas nações em busca da inovação necessária para competir no mercado internacional.

Público-Alvo: Um livro vital a todos que buscam a inovação necessária para competir no mercado internacional.

Autor: Intitulado como um “inovador em série” pela The Economist, John Kao fez sua carreira criando novas empresas e ajudando as organizações a inovarem. Ele também tem atuado como músico profissional, produtor teatral indicado com o prêmio Tony, professor da Harvard Business School e palestrante bastante requisitado. O autor formou-se em psiquiatria pela Yale e Harvard, além de em administração de empresas pela Harvard Business School. Atualmente, ele é o chairman e CEO da Kao & Company. Entre seus muitos livros podemos destacar: Jamming, The Art and Discipline of Business Creativity Jamming, A Arte e a Disciplina da Criatividade na Empresa – ed. brasileira) e Innovation Nation (Nação Inovadora – Qualitymark Editora).

Dados Técnicos:

Preço: R$ 65,00

ISBN: 85-7303-809-5

Número de Páginas: 304

Formato: 16 X 23 cm

Nuvem de tags