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Congresso começa com minicursos e defesa da EAD

O 16º Congresso Internacional de Educação a Distância teve início na manhã desta terça-feira, 31 de agosto, em Foz do Iguaçu, com a realização de minicursos. Presidente do Ipae (Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação), João Roberto Moreira Alves falou sobre ‘Aspectos Gerenciais e Legais dos Programas EAD’. Em sua palestra, o professor apresentou números e destacou a dificuldade de se regulamentar a modalidade nos estados brasileiros. “Temos, hoje, 216 instituições superiores credenciadas para oferta de cursos a distância de graduação e pós, 6.900 polos de apoio presencial e apenas 200 escolas básicas credenciadas para a EAD. Isso, em grande parte, pelo fato de haver desconhecimento do que ela seja e das suas potencialidades. A avaliação desses processos é feita por meio do recorte confuso de várias legislações e, geralmente, por pessoas não simpatizantes das tecnologias aplicadas à educação. Por isso, a maioria deles fica travada nos Conselhos Estaduais de Educação”, afirmou.

Para o educador, a EAD ainda é vista, nestes órgãos, quase sempre de forma desacreditada. Por isso, defende ele, é preciso mostrar pareceres favoráveis e fazer visitas para apresentar os recursos da modalidade. João Roberto usou de ironia ao apontar o segmento da EAD que mais cresce no país. “São os cursos livres e, sobretudo, as chamadas universidades corporativas, por iniciativas de empresas. São, justamente, os setores que não dependem de autorização e nem estão sob a fiscalização do Ministério da Educação. E eles vão muito bem… O MEC, na prática, funciona como uma espécie de guarda de trânsito que, no lugar de ajudar, acaba complicando o engarrafamento. É como a gente vê nas ruas. Basta tirar o guarda dali, que o congestionamento logo se desfaz, e tudo volta a fluir”, brincou o professor.

Com a palestra ‘Material Didático e Direitos Autorais’, a professora Sabrina Cairo começou por desfazer alguns equívocos que rondam a EAD desde seu início. “Sempre disseram que a educação a distância colocaria fim aos livros didáticos impressos. Mas, veja só que ironia, ela os resgatou em sua forma e importância, e revalidou antigas práticas pedagógicas e didáticas que estavam esquecidas. Como, por exemplo, a definição do objetivo de aprendizagem, isto é, o que se espera do aluno naquela aula ou naquele determinado módulo do curso. Os professores e tutores retomaram este hábito, em boa parte, graças à prática da EAD, onde é necessário orientar, dar norte ao estudante, e acompanhá-lo de perto. Ela, de fato, veio dar nova vida aos livros didáticos, quem devem, sim, ser bem cuidados, diagramados, revisados e apresentar seus conteúdos de forma dinâmica e atrativa, aliando a teoria a exemplos, sempre que possível”, resumiu.

Por vezes, explicou Sabrina, os livros didáticos produzidos especialmente para a EAD trazem os objetivos pedagógicos de cada módulo em forma de ilustração. “É bom, pra que o aluno saiba onde está, para qual direção será seu próximo passo, o que tem que fazer, e aonde vai chegar. Quando apresentado de forma lúdica, num esquema gráfico, esse objetivo fica não apenas mais claro e compreensível, mas também esse caminho proposto mais fácil de ser revisitado ou até percorrido novamente. Caso seja necessário, o aluno pode trilhar a rota de volta. E, ao apresentar, de forma clara, os objetivos de aprendizagem para os alunos, o livro e o professor escapam daquele risco clássico, no qual os alunos leem o texto simplesmente por ler, sem motivação alguma, pois não sabem por qual razão e com qual objetivo estão fazendo aquilo.”

Com o tema ‘Implantando uma Universidade Corporativa de Sucesso’, Marcos Resende Vieira apresentou o caso da Semp Toshiba. “Geralmente, nas grandes empresas, a EAD entra pela porta da Gestão de Recursos Humanos. Neste caso, foi diferente. A Semp optou por investir, inicialmente, nas autorizadas. Com o recente boom de vendas de aparelhos de tv, houve também crescimento na demanda por conserto. Descobriu-se, então, que havia falta de profissionais qualificados nestas lojas de assistência. E que o setor de atendimento aos clientes da marca estava perto de um colapso. A Semp investiu nesta modalidade e, em apenas três semanas, capacitou 500 técnicos, com absoluto sucesso”, contou.

Por fim, Josep Maria Duart, da UOC (Univerdidad Oberta de Catalunya), na Espanha, falou sobre ‘Como Avaliar a Qualidade nos Programas de Formação Universitária Online?’, numa das salas do Mabu Resort, onde está sendo realizado o 16º Ciaed. “O mito de que avaliação na EAD é frágil caiu por terra. As pessoas já entenderam que, no modelo a distância, têm muito mais informações sobre o aluno do que nos cursos presenciais. Quanto tempo ele está conectado ao ambiente de estudo, quantas mensagem enviou, quantas vezes interagiu… Todos esses dados, qualquer sistema de EAD, hoje, é capaz de me fornecer. Ali, todas as ações do estudante ficam registradas”, explicou ele, que concluiu. “É preciso rever os conceitos de medir a qualidade da formação. Antigamente, pesavam muito as provas, as notas, os conceitos formais. Atualmente, e me parece, cada vez mais, a medida do sucesso da formação é mesmo o mercado. É a capacidade de o aluno estar nele inserido e, a partir disso, aplicar seus conhecimentos na prática”. A abertura oficial do 16º Ciaed acontece na noite desta terça.

Fonte: http://ead.folhadirigida.com.br

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