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SÃO PAULO – Na última década, o mercado de educação corporativa cresceu 40 vezes e, atualmente, as empresas investem cerca de R$ 10 milhões por ano na área, segundo pesquisa da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. Mas, apesar do destaque que a formação profissional recebe dentro das organizações, ainda falta aos executivos entender que a universidade corporativa deve focar no desenvolvimento de competências comportamentais. A opinião é do diretor de desenvolvimento de ensino corporativo para a América do Sul da Alcatel-Lucent University, Rafael Fernandez, que participou ontem do 4º Congresso Universidades Corporativas, em São Paulo. Segundo ele, esse é um dos maiores desafios do ensino oferecido pelas empresas hoje.

Fernandez diz que os líderes precisam se adaptar ao novo modelo de aprendizagem e negócios, que exige atualização constante não só técnica, mas também comportamental. “O papel da universidade corporativa deve ser de catalizador de competências e não de fornecedor de conhecimentos”, explica.

Outro problema apontado por Fernandez é a distância entre a academia e as empresas, que ainda é muito grande e cria uma lacuna entre a formação dos profissionais e as exigências do mercado. “A universidade dá a técnica, mas não desenvolve questões comportamentais, como liderança e atitude, e a educação corporativa gasta muito tempo corrigindo isso”, afirma.

Criada no Brasil em 2007, a universidade corporativa da consultoria Ernst & Young Terco promove treinamentos obrigatórios que desenvolvem liderança e atributos comportamentais de gestão. A organização de ensino, que recebe 5% da receita da consultoria, desenvolve 400 cursos por ano nas três sedes da universidade, duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. “Nossa missão é desenvolver os profissionais de hoje para que sejam os líderes de amanhã”, diz o diretor da instituição, Armando Lourenzo. Ele conta que há certa resistência entre os profissionais mais velhos a se submeter a treinamentos comportamentais, o que gera cerca de 10% de faltas pontuais, mas todos os funcionários são obrigados a participar dos cursos, que são pré-requisitos no plano de carreira da empresa. Já a turma que entrou como trainee junto com o início da universidade, em 2007, e hoje trabalha em cargos de supervisão está mais acostumada a receber esses treinamentos, segundo Lourenzo.

(Letícia Arcoverde | Valor)

Fonte: http://economia.uol.com.br

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