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Apesar do conceito de Universidade Corporativa (UC) ganhar formado nos Estados Unidos, na década de 50 -, essa importante aliada empresarial conquistou força e passou a se solidificar nas empresas a partir dos anos 80. No Brasil, por exemplo, as primeiras UCs surgiram na década de 90, ou seja, cerca de 10 anos após os norte-americanos sinalizarem a relevância desse recurso institucional para o desenvolvimento do capital intelectual.

De lá para cá, muitas companhias deram uma guinada na sua Gestão de Pessoas e não esperaram apenas que as instituições de ensinos oficiais – universidades e escolas técnicas, por exemplo – capacitassem os profissionais para um mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo. Uma empresa que passou a trabalhar com um conceito de Universidade Corporativa mais abrangente foi a Softway – companhia direcionada para o segmento de soluções e softwares para comércio exterior – e que desde 2010 centralizou seu desenvolvimento a partir da Gestão do Conhecimento.

Fundada em 1996 em Campinas/SP, a Softway S. A. possui sete filiais localizadas em São Paulo/SP, São José dos Campos/SP, Rio de Janeiro/RJ, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Porto Alegre/RS e Buenos Aires, na Argentina. Até 2012, a companhia pretende inaugurar uma nova filial no México. De acordo com Edson Estavarengo, coordenador da UC Softway, o modelo de Universidade Corporativa adotado pela companhia corresponde é o de uma unidade de negócios. Por conta disso, a UC Softway tem como clientes internos todas as demais áreas da empresa e possui como principal missão oferecer aos demais setores métodos e ferramentas para executar os planos de capacitação e desenvolvimento de cada área. “Vale lembrar que desde 1996, já tínhamos o nosso Centro de Treinamentos”, pontua.

Ao ser questionado se ao criar a UC, a organização optou por firmar parcerias externas, Edson Estavarengo cita que a Softway possui um time de colaboradores altamente capacitados em diversas áreas, tanto de comércio exterior quanto de tecnologia, e que desenvolveram uma expertise muito grande nos 15 anos de existência da Softway. Isso permitiu à companhia aproveitar as competências dos seus próprios recursos para preparar e ministrar os treinamentos. Contudo, sempre que necessário a empresa recorre ao mercado para buscar parceiros e instituições que possam ajudá-la com o que há de melhor em cada área de atuação.

As dificuldades – Edson Estavarengo comenta que a UC Softway é resultado de um processo que se iniciou com a fundação da empresa e amadureceu junto da própria organização. Portanto, todas as dificuldades encontradas para tirar o projeto do “papel” para colocá-lo em prática foram enfrentadas por todos. “Talvez a maior delas tenha sido compreender e delimitar o papel de cada um individualmente, das áreas e da própria empresa quando o assunto é capacitação e desenvolvimento organizacional”, afirma. Inclusive, a companhia passou por um processo para que se fosse criada e assimilada à cultura de que a Gestão do Conhecimento deveria ser administrada no âmbito global da organização, mas executada localmente, por cada área.

Na prática, isso significou que cada colaborador poderia dominar uma série de conhecimentos da empresa e, dessa forma, caberia a todos a responsabilidade de construir e disseminar os conhecimentos – através de treinamentos ou outros métodos de trabalho – que permitem aos demais profissionais e à própria empresa se desenvolverem. “Conseguimos isso primeiro instituindo a UC como fornecedora de métodos e ferramentas globais de capacitação e de Gestão do Conhecimento, depois conquistando cada área para assumir seu papel e sua relevância dentro desse contexto”, comemora Estavarengo.

Atualmente os principais públicos da UC são os colaboradores e os parceiros, bem como os canais de vendas indiretas e implementação, além de clientes. Semestralmente a UC realiza a Definição – proativamente -, e o Levantamento – reativamente – de Necessidades de Treinamentos – DNT e LNT – respectivamente, através dos quais consolida um calendário de cursos presenciais, que é divulgado a todos os públicos para inscrição. Além disso, a UC Softway mapeia, desenvolve e disponibiliza um catálogo de cursos e-learning, que ficam disponíveis 24 horas por dia, para todos os colaboradores.

Trilhas de Aprendizagem – Outro fato relevante da Universidade Corporativa Softway é o de que todo o seu trabalho está baseado nas chamadas Trilhas de Aprendizagem. Essas, por sua vez, sugerem os conhecimentos que um colaborador deve adquirir ao longo do tempo para se desenvolver no cargo em que atua. Para construí-las a Softway realiza um trabalho conjunto entre Universidade Corporativa e as áreas, através do qual se mapeia os cargos da empresa, elenca os conhecimentos necessários para atuar com eficiência naquela função e, em seguida, prepara e agenda os cursos que devem ser realizados para adquirir esses conhecimentos.

O colaborador, por sua vez, ao se enquadrar em uma trilha, possui à sua disposição tanto cursos presenciais e através do e-learning, como também acesso a outros materiais complementares. Ao ingressar na Softway, por exemplo, um novo colaborador tem ao seu alcance uma série de treinamentos que deve realizar e pertinentes ao nível em que ele se encontra, iniciando pelo produto com o qual irá trabalhar e adquirindo, ao longo do tempo, conhecimentos avançados e especializados sobre o assunto. Esta vivência é um fator muito importante, pois é através dela que o profissional aplicará os conhecimentos aprendidos durante os cursos.

O e-learning na organização – Com o crescimento da Softway, sua regionalização dentro do Brasil e sua expansão para o exterior, o e-learning tornou-se a estratégia mais eficaz para disseminar os conhecimentos entre os funcionários, pois permite distribuir conteúdo a todos o público interno, em qualquer lugar do mundo, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Para a companhia, a modalidade do Ensino à Distância aplica-se muito bem em treinamentos sobre as soluções Softway. “Podemos desenvolver cursos que demonstram o uso dos sistemas na prática, tornando assim a aprendizagem mais eficaz. Por conta disso, o e-learning tornou-se um recurso estratégico para a companhia e que nos permite manter a qualidade dos nossos serviços globalmente”, argumenta Edson Estavarengo.

Benefícios gerados pela UC – O coordenador da UC Softway enfatiza que desde que a Universidade Corporativa foi instituída, a iniciativa permitiu otimizar o tempo e a eficácia nos processos de capacitação de profissionais, sistematizando e facilitando assim a disseminação de conhecimentos e o desenvolvimento organizacional. Atualmente, para os colaboradores, a UC Softway significa um investimento real em capacitação, já que o profissional leva os conhecimentos adquiridos na empresa para a vida toda, e mais visibilidade sobre desenvolvimento, uma vez que as Trilhas de Aprendizagem permitem, ainda, ao colaborador visualizar quais competências a organização espera dele.

Para avaliar os resultados obtidos através da UC, a Softway conta com indicadores que medem tanto a adesão aos programas de capacitação quanto a satisfação com os processos de ensino-aprendizagem. Historicamente esses indicadores mostram que a Softway está no caminho certo, pois as avaliações dos colaboradores estão sempre acima do esperado. Por outro lado, a companhia também colhe os “bons frutos” do investimento que faz em capacitação, pois diversas melhorias estruturais e em processos foram realizadas com sucesso, e por trás de todas elas está a capacitação do seu capital intelectual.

Por fim, Edson Estavarengo assinala a importância de uma Universidade Corporativa diante de uma política estratégia de Gestão de Pessoas. Ele lembra que segundo um dos conceitos de mercado, as UCs caracterizam-se como uma área fundamental para a Gestão de Pessoas porque auxiliam a empresa no cascateamento das estratégias da organização. “Contudo, atualmente, este conceito está em desenvolvimento na Softway por meio da área de Recursos Humanos. Além disso, acreditamos que a ascensão profissional é uma via de mão dupla: de um lado a empresa oferece os recursos necessários para que o desenvolvimento aconteça. Do outro, os profissionais têm autonomia para investir no seu próprio desenvolvimento, pois é isso que lhes garante estar preparados para quando as oportunidades aparecerem”, conclui.

Fonte: http://www.rh.com.br

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