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Cada vez mais os treinamentos misturam entretenimento e educação. Assim, profissionais retêm mais a informação

Por Camila F. de Mendonça, InfoMoney

Foi-se o tempo em que treinamentos corporativos eram chatos. Agora, elementos de entretenimento estão cada vez mais associados aos ambientes de trabalho. Assim, palestras com PowerPoint dão lugar a jogos e o monólogo de algum profissional dá lugar à participação mais ativa dos profissionais.

No Brasil, treinamentos pouco formais são chamados de edutainment. “Esse tipo de treinamento é uma junção entre educação e entretenimento”, explica a diretora pedagógica do Wall Street Institute, Carol Olival Trovó.

Treinamentos que propõem um envolvimento e participação maiores por parte dos profissionais não são novidade no País. Segundo a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Juliana Gomes, 80% dos treinamentos corporativos são voltados para o entretenimento. “Um treinamento mais formal faz com que muitos não consigam aplicar aquele discurso à realidade”, explica Juliana.

Retenção

E qual a vantagem de um treinamento mais lúdico para o profissional? Desenvolvimento mais efetivo de habilidades. “Quando você coloca a pessoa em uma situação real, a captação é maior”, afirma Juliana. “Você consegue atingir o ponto que quer quando as pessoas participam desse processo”, completa.

De acordo com Carol, em treinamentos mais tradicionais, o profissional retém apenas entre 5% e 10% do conteúdo. Já nos treinamentos nos quais os profissionais têm participação ativa, essa retenção é bem maior. “Quando você participa e produz conhecimento, ele é seu”, diz.

Habilidades

Treinamentos aliados ao entretenimento auxiliam ainda mais no desenvolvimento de habilidades, como liderança, tomada de decisão e gerenciamento de risco. “O profissional começa a perceber suas próprias características nesse treinamento e as do restante da equipe”, explica Carol.

Dentre as habilidades que as empresas têm mais interesse em desenvolver nos profissionais por meio dos treinamentos, estão liderança e gestão por competência, como explica Juliana. “Como o mercado está aquecido, o treinamento de liderança é importante, porque um bom líder consegue reter talentos”, afirma a headhunter.

Em treinamentos que visam ao desenvolvimento de liderança, os profissionais avaliam diferentes perfis de colaboradores. “ A ideia é mostrar que o gestor lidera pela referência e não pela imposição”, afirma Juliana.

Já treinamentos de gestão por competência, realizados normalmente com líderes, têm o intuito de fazê-los entender quais são as competências existentes dentro do mapa desenhado pela empresa.

Ganhos

Para Juliana, o profissional só tem a ganhar com os treinamentos. E os ganhos vão além da melhora do trabalho. “Ele ganha pelo próprio amadurecimento profissional. Ele vai ser uma pessoa mais adaptável, encontrará mais facilmente os pontos que precisa desenvolver”, explica.

Ela ressalta que treinamentos ajudam a melhorar a comunicação do profissional. “E uma comunicação mais eficaz ajuda ainda mais no desenvolvimento”, afirma. “Onde ele estiver, ele vai colocar em prática o que aprendeu”.

Fonte: http://www.administradores.com.br

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